domingo, 17 de maio de 2015

ANÁLISE - Skullgirls



Dentre todas as modalidades dos chamados "esportes virtuais", jogos de luta sem dúvidas são os mais tradicionais dos campeonatos. De Street Fighter a Guilty Gear, jogadores de todo tipo e idade se dedicam a aprender todos os movimentos, combos e técnicas de diversos personagens para cair na pancadaria digital todos os anos em eventos como o Evo e Shoryuken.

Mike Zaimont, um veterano deste meio, criou junto a Lab Zero Games um game competitivo de luta cujo objetivo era ser o mais acessível possível, porém, ao mesmo tempo mantendo o equilíbrio e profundidade de séries já consagradas no gênero. E assim nasceu Skullgirls, a porta de entrada para qualquer um que deseja aprender como ser um campeão e também um prato cheio para quem já é entendido - tudo isso regado a uma direção artística e capricho gráfico sensacionais.


Isso tudo você já deve ter ouvido falar, pois Skullgirlsé de 2012, completando dois anos. Depois da pouca atividade no meio competitivo, no entanto, o jogo está renascendo com o subtítulo de Encore, resultado de uma campanha no site Indiegogo, em que fãs doaram mais de 800 mil dólares para que o jogo fosse ajustado e cinco novos personagens fossem criados como DLC. Então vamos aproveitar o momento e discutir tanto o jogo quanto o conteúdo adicional que foram lançados durante o resto do ano.

A parte mais bela de Skullgirls fica logo no menu inicial: os tutoriais. As lições cobrem tudo, de termos utilizados nos jogos de luta em geral até os movimentos de cada personagem. Um jogador mais aplicado vai aprender o bastante para entender não apenas como jogar o que já tem em mãos, mas também a parte técnica que se aplica a todos os outros títulos da área. Algo como conectar certos movimentos, por exemplo, pode ser complicado para alguém sem experiência, mas o tutorial faz um ótimo trabalho em ensinar, mesmo que em lições complicadas, coisas essenciais de forma que nenhum outro faz.

Claro, todo este esforço em passar o básico de um jogo de luta seria em vão se Skullgirls não fosse bom o bastante para permitir que o jogador expressasse o que aprendeu. Felizmente, esse não é o caso, e a Lab Zero Games criou algo que cumpre o que promete, ofuscando até títulos de desenvolvedoras muito maiores. Os controles respondem perfeitamente e são extremamente precisos, algo que pode até frustrar quem está acostumado a um jogos que perdoam mais na hora de conectar movimentos .Além disso, todos os sistemas que vemos na maior parte dos títulos de luta estão presentes, como a capacidade de escolher dois ou três lutadores e alterná-los durante a luta. Por fim, todas as personagens (que, aliás, só incluem mulheres) possuem movimentos únicos e estilos interessantes, mas nada que se sobressaia como desbalanceado. É um verdadeiro jogo de luta, e dos bons.


Adicionado charme ao jogo, as personagens possuem sprites bastante detalhados e animados com muita atenção. Cada ataque exala personalidade e torna o jogo não apenas bem produzido, mas também agradável aos olhos, funcionando também como um bom encorajamento para se passar horas treinando. Os cenários são igualmente detalhados e criam um contraste interessante entre o que acontece à frente e ao fundo da tela. Mesmo assim, estes são menos trabalhados e com uma variação mais simples do estilo presente no jogo.


Apesar de todas essas características, Skullgirls é, infelizmente, um jogo com pouco conteúdo. Com apenas oito personagens jogáveis e mais cinco em DLC, poucos modos de jogo e menus secos, é provável que você não se mantenha grudado ao jogo ao menos que esteja realmente interessado em dominar o gênero, o que faz com que o game se torne mais um tutorial do que um jogo por si só. A música, história, diálogos e extras não são nada em comparação com o que o jogo tem a oferecer em jogabilidade e capricho visual, o que torna o pacote bem menos atraente pelo elevado preço de 14,99 dólares na PSN Americana ou 30,99 reais na PSN Brasileira.

NOTA FINAL
8,0 DE 10,0

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